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As investigações da Operação Lava Jato chegaram até as obras da Copa do Mundo disputada no Brasil no ano passado. Segundo informações da “Folha de S.Paulo”, a empreiteira Andrade Gutierrez fez um acordou de delação e leniência com a Procuradoria-Geral da República no qual relatará que pagou propina em algumas obras pelo país, inclusive as da Copa de 2014. O acerto só foi possível depois de a construtura pagar uma multa de R$ 1 bilhão, a maior já efetuada na Operação Lava Jato.

Na Copa do Mundo, a Andrade Gutierrez foi responsável, sozinha ou em consórcio, pelas obras do Maracanã, no Rio de Janeiro, no Mané Garrincha, em Brasília, no Beira-Rio, em Porto Alegre, e na construção da Arena Amazonas, em Manaus.

Segundo a publicação, o suborno era feito para que agentes públicos não colocassem obstáculos nos acertos feitos pelas empreiteiras. O alto valor da multa tem como objetivo ressarcir as empresas que foram prejudicadas.

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Além da Copa, a construtura também usou de suborno em obras da Petrobras, na usina nuclear Angra 3, em Belo Monte e na ferrovia Norte-Sul. As irregularidades teriam começado em 1987.

O acordo feito pela construtora ainda terá que ser homologado pelo juiz Sergio Moro, porque relate crimes na Petrobras, e também pelo ministro Teori Zavascki, já que alguns nomes de políticos foram relatados por recebimento de propina, e eles só podem ser julgados pela instância máxima da Justiça.

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